sábado, 24 de julho de 2010

Guggenheim Vídeo Creative


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É interessante o que o Museu Guggenheim e o YouTube estão organizando para os próximos meses: a Bienal de Video Creative. O júri inclui vários artistas, cineastas e designers, e o curador chefe e vice-diretor do Guggenheim, Nancy Spector, vai servir como presidente do júri.

Durante o processo de seleção, o júri irá analisar uma lista curta de até 200 obras de vídeo que tenham sido inscritas pelo Guggenheim do pool de vídeos submetidos à youtube.com/play. Os vídeos pré-selecionados serão visíveis no início do canal, em setembro de 2010. A partir da pequena lista, o júri seleccionará um máximo de 20, que considerem a mais criativa e inspiradora, independentemente do gênero, a técnica, ou do orçamento.

Em 21 de outubro de 2010, os criadores dos 20 vídeos selecionados e seus trabalhos serão apresentados na tecnologia HP em um evento comemorativo no Museu Guggenheim, em Nova York. Os vídeos ficarão em exposição até o fim de outubro no prédio anexo do museu, e em destaque no canal Play YouTube. Além disso, os vídeos selecionados estarão em exibição no Deutsche Guggenheim, em Berlim, no Museu Guggenheim Bilbao, e na Coleção Peggy Guggenheim, em Veneza.

Para obter mais informações sobre cada membro do júri, visite o canal Play YouTube.
Cristiano Chaui

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Chesterton

Quando há uns dias atrás peguei o livro Ordotoxia, achei que seria uma leitura pesada, maçante, mas importante de ser conhecida, ou ao menos “bicada”. Foi então que, em meio a uma insônia na semana passada, comecei a empreitada. E imaginei que não passaria muito tempo até vir o sono, já que aborda muitos conceitos... Eu sabia que esta obra foi resultado de uma disputa intelectual com G.S. Street, em que este desafiava-o a fazer a apresentação do seu método filosófico... Mas o fato é que me surpreendi com uma leitura muito agradável, e até divertida (o que não falta nesse autor é senso de humor... inglês!). No entanto, a profusão de idéias, pensamentos e ótimos insights é fantástica! Cada parágrafo é precioso, cheio de riqueza e dá muito o que pensar!

O livro , como o próprio Chesterton diz na introdução, descreve o itinerário da sua evolução intelectual e conversão interior. Usa uma imagem bastante interessante nesse sentido: diz que, como filósofo, sente-se como um navegador inglês, que depois de cometer um ligeiro erro de cálculo em sua rota, veio descobrir a Inglaterra, pensando tratar-se de uma nova ilha dos mares do Sul. E por quê? Porque, sem conhecer em profundidade o cristianismo, fazia filosofia e acreditava estar “inventando a roda”... e descobre que não era bem assim. Diz: “Com todo o ardor juvenil, exauri a voz a proclamar as minhas verdades, mas fui castigado pela maneira mais singular e mais justa: guardei como minhas tais verdades, depois descobri, não que elas não eram verdades, mas, simplesmente, que não eram minhas. Quando pensava estar sozinho, vi-me na ridícula situação de ter todo o Cristianismo a minha volta. (...) O navegador pensou ter sido o primeiro a encontrar a Inglaterra, e eu pensei ter sido o primeiro a encontrar a Europa. Tentei encontrar uma heresia para mim e, quando já lhe tinha dado os últimos retoques, descobri que se tratava da ortodoxia”. Estava dado o nome da obra.

Uma das condições que sir Chesterton enumera para conhecer o mundo tal como é está na verdadeira humildade, coisa que o pensamento moderno – segundo ele – acabou por distorcê-la completamente: “o homem podia duvidar de si, mas não duvidava da verdade. Agora se dá exatamente o contrário”. Exemplifica com um episódio, quando um editor comentou-lhe sobre uma terceira pessoa: “Aquele homem vai longe, porque acredita em si mesmo”. Nesse momento passava um ônibus que se dirigia a um bairro de Londres onde se encontrava o manicômio (Hanwell). Foi quando responde: “Quer que lhe diga onde estão os homens que mais acreditam em si mesmos? Posso muito bem dizer-lhe, pois conheço alguns que têm em si próprios uma colossal confiança, maior do que a de César ou de Napoleão. Sei perfeitamente onde brilha a constante estrela da certeza e do sucesso, e posso conduzi-lo ao trono desses super-homens. Os homens que realmente acreditam em si mesmos estão todos nos hospícios”.

Ainda que devam existir muitas publicações dessa obra – imagino – li uma da Editora LTR. Os dados são os seguintes: Ortodoxia – G.K. Chesterton. Tradução de Cláudia Albuquerque Tavares e apresentação, notas e anexo (muito bons, por sinal) de Ives Gandra da Silva Martins Filho.

Cristiano Chaui



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Projeto Let´s Colour

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Achei bastante interessante esse projeto em um site de uma associação de design americana. A Let's Colour Project é uma iniciativa mundial da Dulux, Dulux Valentine, Coral e Marshall para transformar espaços cinzentos em lugares alegres e coloridos. Uma missão para espalhar a cor em todo o mundo.

Elas estão trabalhando em conjunto com as comunidades locais através do globo, para arregaçar as mangas e pintar ruas, casas, escolas e praças. Essa ação já foi feita no Rio de Janeiro (Lapa); França (Paris); Inglaterra (Londres); e várias outras cidades desde o início de 2010.

Mais detalhes aparecem no site: http://www.letscolourproject.com/our-project/
Cristiano Chaui

EWTN

Dentre os livros que gosto de ler, estão as biografias, pois me fascina acompanhar a trajetória de uma personalidade, para aprender e vivenciar um pouco daquilo que construiu ao longo da vida. A última que li, e que terminei recentemente, conta a incrível história de uma monja que fundou uma televisão mundial, a EWTN (Eternal Word Television Network). Rita Rizzo – que passaria a chamar-se Madre Angélica – nasceu em 1923, em Ohio (EUA), e teve uma infância muito conturbada, tanto pela família desmembrada e falta de formação, quanto por uma saúde extremamente frágil. Mas eis que, de um quadro totalmente desfavorável, nasce uma pessoa de caráter fortíssimo, uma criatividade surpreendente, e um bom humor contagiante.

A obra aborda sua infância curtíssima, sendo desde cedo arrimo de família. Depois que seu pai (John Rizzo) abandonou a ela e sua mãe (Mae Rizzo), trabalhou em diversos ofícios e atividades, tendo inclusive que abandonar os estudos durante uma época. Do ponto de vista da fé, teve uma conversão paulatina, mas muito forte, em torno de uma cura extraordinária e um inexplicável sumiço de um acidente mortal. Foi desde então que decidiu entrar para um mosteiro de claretianas.

Desde o seu dia a dia na clausura e as diversas iniciativas por angariar fundos para o mosteiro, até as mais diferentes dificuldades e alegrias interiores são acompanhados por esse autor – Raymond Arroyo –, que fez entrevistas, viagens e pesquisas exaustivas ao longo de três anos... E então, aos 58 anos completos, Madre Angélica chega – por "casualidades" e bons ímpetos – a empreender a sua maior loucura: uma rede de televisão. Em 1981 desafiando toda lógica, transformou a garagem de seu mosteiro em um estúdio de televisão, transmitindo 4 horas diárias a umas 60.000 residências nos Estados Unidos. Desde então, a EWTN começou a expansão nacional e internacional tanto por rádio como por televisão e Internet. Apoiada em uma fé gigante e uma paixão invejável, essa mulher desconsertou muita gente e firmou-se como uma grande carismática. Basta dizer que, boa parte da audiência da EWTN, ao longo de vários anos, foi mantida por um programa encabeçado por ela... e só ela! Incrível!

Bem, é um livro que é bastante difícil transmitir em poucas linhas, pelo seu conteúdo altamente energético, e onde não faltam embates com autoridades e com opositores. O sangue italiano da Rita Rizzo borbulha ao longo das 500 páginas desse livro... Dizia: “Dá-me dez católicos do estilo dos testemunhas de Jeová, e mudarei o mundo”.

Dela o então cardeal Joseph Ratzinger, escreveu em 1999: “ A Madre Angélica conseguiu na América o que outros tentaram sem êxito: fazer chegar seus programas a um número de espectadores que se contam por milhões, representando para a Igreja um foco de fé e de força renovadora”.

Desse livro tirei muitas idéias de empreendedorismo, garra, energia e fé autêntica!... Deixo os dados: Madre Angélica, de Raymond Arroyo, Ed. Palabra, S.A. – Madrid.Cristiano Chaui


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Graham Annable

Bastante interessante é ouvir e ver o autor de uma obra falar sobre o seu trabalho. Aqui deixo um vídeo em que mr. Annable fala um pouco do seu processo criativo.
Cristiano Chaui
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domingo, 4 de julho de 2010

Grickle


Esse careta aí do lado é o Grickle, um personagem do Graham Annable, um cartunista de Oregon, EUA. Achei as tiras e animações bastante interessantes, por diversos motivos. Ele brinca muito com o no sense, fazendo humor com o imaginário do homem, com seu comportamento e seus medos... Deixo aqui umas amostras de tiras e vídeos para conferirem! O vídeo que coloco aqui é o "The Last Duet on Earth" e o "We Sing The Forest Eletric".

Cristiano Chaui

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